Metallica: Load, opinião de uma pessoa que gosta do disco

O Mateus escreveu um texto bem bacana sobre o Load do Metallica e publicou no Whiplash. Eu, particularmente, sou daquelas pessoas que torceram o nariz para esse ‘reposicionamento de marca’ da banda, mas há quem goste.
Muito mais do que emitir uma opinião pessoal, o Mateus mandou um recado sobre abrirmos um pouco nossa cabeça e darmos chance a um álbum, banda ou estilo musical que não conhecemos ou não estamos habituados a ouvir, mas que já emitimos uma opinião negativa sem ao menos dar uma chance de conhecer melhor. O que essa experiência pode trazer? Reforçar a nossa opinião que aquilo é uma porcaria ou nos dar um belo soco na cara por emitirmos uma opinião negativa sem ao menos conhecer.
Tipo…
Você gosta de brócolis?
Não!
Mas já provou?
Não, mas muita gente não gosta.
Mas sua mãe já disse que você não é todo mundo, então prove.
Pô! Não é que é bom?
Você devia experimentar isso com um pouco de alho. É dos deuses!
Esse recado serve pra mim também, vou lá colocar o Load pra rodar.
Lou Leal

 

Segue o texto na íntegra:

Qualquer ser humano que tenha passado as últimas três décadas acordado, sabe da existência do Metallica. Uma das maiores bandas a passar por esse cacete mastodôntico batizado de Planeta Terra, foi a mais popular das bandas do maior gênero musical já criado pelo homem, o amado e insuperável Thrash Metal. Porém, a banda mudou muito, e já faz quase 30 anos que não faz mais Thrash. O que não quer dizer que não tenha feito coisas boas pós 1988.E o que não significa que eu goste do último disco da banda.

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Após o lançamento do maravilhoso (e mal produzido) “…And Justice For All”, os quatro (não tão) jovens começaram a dividir a opinião da galera do Metal. Uns torciam o nariz, outros gostavam, e o jogo seguia. Já no disco seguinte, “Black Album” (mais manjado do que carne de panela), muita gente abandonou o rolê, virou as costas mesmo. Só que pra cada uma pessoa que queimava camiseta, cinco compravam o disco. Naquele momento, o Metallica se tornou a maior potência da música pesada.

Abusando da paciência de muita gente, em 1996, os caras resolvem apresentar ao mundo o novo lançamento. “Load” foi um choque gigante para os fãs antigos. Afinal, o então novo disco passava bem longe do que a banda fazia em seus primórdios. Os caras realmente pisaram no freio, já não existia mais aquela velocidade, as letras já não eram carregadas daquela revolta juvenil de outrora. Bom, as pessoas mudam, e com eles, não foi diferente.

Acontece que muita gente não gostou muito das mudanças. Na verdade, meio mundo odiou. Principalmente a mudança no visual.

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Metallica ou uma boy band furiosa?

Como eu não me importo com o visual dos outros (uma vez que não ligo nem para o meu), vou me concentrar apenas no lado musical.

“Load” é um caso raro de disco que ouvi logo de cara e gostei.
Já estava familiarizado com todos os lançamentos anteriores da banda, e lá para 1999, 2000, não me recordo, fui ouvir Load. A capa já agradou. Simples e sem muita firulas. É claro que assim que ouvi os primeiros acordes, tomei um susto. Aquilo era diferente de qualquer outra coisa da banda eu já tinha ouvido. Mas era bom. E me agradou. Muito.

Músicas como “Ain´t my Bitch”, “Until It Sleeps”, “Bleding Me”, “Hero of The Day”, “The Outlaw Torn” (que é uma das minhas preferidas do METALLICA), a odiada “Mama Said”, e tantas outras músicas do disco ainda fazem parte de qualquer playlist que eu crie. Seja playlist para correr, para beber, para ouvir com os amigos, ou com os inimigos. Tudo desse disco me agrada demais até hoje.

Claro que Load não é um Master. Ainda bem, afinal, imagina só se toda banda inventasse de se repetir a cada disco? Nem o RAMONES (minha banda preferida) conseguiu fazer isso, e teve que mudar em alguns discos.

A grande verdade é que “Load” me ajudou muito em um aspecto: não me prender a rótulos. Hoje em dia, sou bem menos radical. “Load” foi um dos primeiros discos que me ajudou a separar a música em apenas dois estilos: as que me agradam e as que me desagradam. Simples assim, sem me importar se é black metal, hard rock, punk ou hardcore. Se eu gosto, eu ouço. Se não gosto, não ouço. E paciência.

Tá certo que depois do “ReLoad”, a banda começou a borrar a viola, e acumular algumas derrapadas. Mas estamos falando do METALLICA, os caras podem escrever o que der na telha.

Agora, com licença, pois vou ouvir esse disco, já que hoje me bateu uma puta vontade.Se tiver paciência, aproveite e faça o mesmo. Quem sabe, se você nunca tiver ouvido o disco e o achar horrível por causa das opiniões alheias, não passa a admirar o disco mais polêmico dos quatro cavaleiros.

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