No Ritmo das Palavras: Brock – O rock brasileiro dos anos 80

A coluna no Ritmo das Palavras trará sempre uma recomendação de leitura relacionada é claro a nossa amada Música. Biografia de artistas, bandas, movimentos e estilos musicais serão recomendados aqui.
E para iniciar os trabalhos iremos falar e recomendar  BRock – O rock brasileiro dos anos 80 do jornalista carioca Arthur Dapieve.

Brock - Capa
Capa da primeira edição de BRock
Se hoje os anos 80 é uma década nostálgica e saudosa para quem os viveu; curiosa e divertida para quem só tem relatos, muito desse saudosismo e encantamento se deve a música feita naquele período. A trilha sonora feita naquela década é lembrada sempre como de uma qualidade e criatividade ímpar por todos, sendo para muitos até considerada insuperável.
Também pudera, além de ser uma década de transformações dos chamados baluartes da MPB: Caetano Veloso, Gilberto Gil e etc. Os anos 80 se consolidaram como a década da afirmação e de popularidade do rock no Brasil.
Arthur Dapieve descreve aqueles anos brilhantemente em seu livro BRock – O rock brasileiro dos anos 80 . Publicado no ano de 1995 pela Editora 34, o livro está em sua quarta edição.  A leitura vai além de um simples almanaque da história das bandas e do movimento roqueiro. O livro serve para se ter um entendimento dos anos 80 no Brasil. As mudanças política e social do país naqueles anos de retomada e otimismo, com a participação intensa e massiva da juventude; que tem como sua trilha sonora o BRock, termo cunhado por Dapieve para definir o pop-rock brasileiro daqueles tempos.
A obra faz uma retrospectiva dos antecedentes do rock brasileiro em décadas passadas. A Jovem Guarda, Mutantes, Raul Seixas, Rock Progressivo, música de protesto e até MPB tem linhas e citações a seu respeito no livro. Já o assunto central da obra tem o seu marco no chamado Verão de 1982, ano de fundação do Circo Voador e da explosão de bandas como Gang 90 & As Absurdettes e Blitz, pioneiras e principais responsáveis pela popularização do rock para o grande público na década.
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Fachada do Circo Voador na década de 80
Além da Blitz, as bandas Titãs, RPM, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii recebem um capítulo dedicado a suas carreiras. São chamadas pelo autor bandas do primeiro escalão, ou primeira divisão do Rock Brasil, muito por conta da sua relevância e importância a frente do movimento.
Discos
Capas de alguns discos clássicos do BRock 80
Vímana, banda de rock progressivo dos anos 70 também recebe uma atenção especial, mas não por conta do seu legado musical; sim pelos membros que a compunha: Lulu Santos, Lobão e Ritchie, todos artistas consagrados na década de 80.
 Outras bandas não menos importantes, entretanto nem tão seminais para a história do rock brasileiro dos anos 80 tem um capítulo dedicado a elas: Capital Inicial, Ira!, Kid Abelha, Plebe Rude, Inocentes, Nenhum de Nós, Biquíni Cavadão e Camisa de Vênus. Algumas delas aclamadas pela critica e nem tanto pelo público; outras aclamadas pelo público e criticadas pela critica. Até as chamadas por Dapieve bandas das divisões de base têm o seu espaço e sua lembrança citadas no livro.
Arthur
Arthur Dapieve
 O livro se encerra magistralmente com dois fatos que definem o fim da década de 80. A morte de Cazuza em 1990 que definitivamente decreta o fim de uma era com a perda de seu mais intenso “coração”; a morte de Renato Russo seis anos depois, que leva consigo o mais brilhante “cérebro” dessa década sui generis.

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