Duas letras, uma saudade: CD

Eu já fui um colecionador de música. Não fui nenhum desses que tem milhões de itens, mas sempre que possível, adquiria algum álbum ou revista que fosse de algum artista do meu agrado.
Com a chegada dos MP3s e da Internet, resolvi deixar de comprar discos e revistas, por dois motivos: espaço e economia. Dessa forma, passei para a frente tudo o que eu tinha, pois precisava de dinheiro, e minha coleção era pequena o suficiente para caber entro do meu computador.
O tempo foi passando, e com a correria do cotidiano, mal dava tempo para procurar bandas novas, muito menos para sentir saudades da época de colecionador. Até que na semana passada tudo mudou. Por uma grande coincidência do destino, achei um CD que sou muito fã, por um preço de banana. Na verdade, talvez até mais barato que um cacho. Pechincha mesmo. Como tinha uns trocos na carteira, resolvi comprar, para deixar como lembrança. Cheguei em casa, e fui guardar o CD. Mas antes, decidi ressuscitar o mini system da minha mãe, cansado de tanto rodar a coleção completa do Amado Batista. O ritual de tirar o lacre do CD, e colocar pra rodar me fez voltar ao menos uns 15 anos no tempo.

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É claro que a sensação não é a mesma de ouvir o chiado do vinil. Mas, guardadas as devidas proporções, foi uma emoção indescritível. Relembrei como era suado pra conseguir comprar um lançamento, ou como era cara uma importação. Momentos inesquecíveis.
Não vou ficar pagando de saudosista, falando que essa “geração MP3” não sabe o que é bom, pois muita gente que é fã de vinil não gostou muito da mudança para o CD. Mas eu posso afirmar, do fundo do meu coração, que quem viveu isso, jamais esquece.
Mesmo hoje, com a tentação dos serviços de música online, existem inúmeras lojas , tanto online quanto em espaço físico. Com o detalhe de que muitos álbuns que custavam uma fortuna, hoje custam bem menos. Porém, continuam com um valor sentimental (e histórico) inestimável.
Se você tiver oportunidade, junte uma graninha, e vá dar uma garimpada. Que seja em um sebo, ou em uma loja. Sendo você um ex colecionador, ou alguém apenas curioso, faça o teste.
Comprar o CD, abrir o encarte, acompanhar as letras, ler as informações da banda. Tudo isso é uma experiência maravilhosa. É claro que no Google tudo fica mais fácil, e você pode achar isso obsoleto. Mas lembre se que menos de 30 anos atrás, o CD era novidade. Daqui uns anos o Spotify também será ultrapassado. Mas talvez não deixe tantas saudades quanto nossas mini bolachas (ou biscoitos, fica a seu critério).
Com licença, agora, pois vou ouvir novamente o álbum que comprei.
Até a próxima!

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