No Ritmo das Palavras: documentário Hype!

O No Ritmo das Palavras será um pouco diferente nesta postagem. Não será um livro ou quadrinho o tema , mas sim um documentário.

E não é um documentário qualquer. Hipe! aclamado registro de Doug Pray sobre a cena de Seattle foi um dos  registros audiovisuais ( tirando clipes no Clipi Trip e MTV) que mais lembro de ter visto. Claro, isso já como um fã aficionado por música, lá nos anos 90.

Hipe! Trata da história do grunge de condição inicial totalmente despretensiosa, ao status de último grande movimento musical surgido.

As condições muito especificas da cidade de Seattle, de lugar gelado e chuvoso, que consequentemente obriga os jovens a permanecer em garagens fazendo música é o ponto de partida do documentário.

A importância da Sub Pop, gravadora que resolveu apostar nessas bandas independentes como Soundgarden, Screaming Trees e Mudhoney serve como um fio condutor para entendimento do surgimento da cena. ( No documentário há performances raras de Blood Circus, Coffin Brek, Love Battery, The Melvins, Seaweed, Pearl Jam, Supersuckers entre outras)

E o ponto alto é o surgimento do Nirvana, banda liderada por Kurt Cobain que com o lançamento de Smells Like Teen Spirit do disco Nevermind estourou no mundo inteiro, vendeu milhões e ousou destronar o rei do Pop Michael Jackson do primeiro lugar das paradas norte-americanas.

A partir dai o grunge  transcendeu a condição de estilo musical. O “estilo grunge” virou  produto de marketing, foi para as passarelas de moda, guarda roupa de jovens e infelizmente cobrou um preço alto pelo que conquistou. Não eram mais apenas garotos que queriam se divertir fazendo um som. Era o glamour, o dinheiro e com ele os excessos com bebidas e drogas pesadas.

Seu último ato foi o suicídio de Kurt Cobain em 8 de abril de 1994. Com a morte do maior expoente da cultura grunge, foi  enterrado não só o movimento que levou a espontaneidade e o estilo de vida alternativo para o circuito mainstream; sim a própria década de 90.

Um documentário sincero, contado por quem viu, e viveu intensamente os anos agitados de uma cidade que hoje assim como Londres, Liverpool, Manchester, Viena, Berlim, Nova York, Chicago, Nova Orleans e Los Angeles, é referência de música no mundo ocidental.

“Ninguém se preocupava em fazer sucesso, porque sabíamos que estávamos em Seattle, não em Los Angeles” Jack Endino, produtor musical da Sub Pop.

 

Hipe! foi lançado no Brasil pelo selo Bizz.

Hoje o documentário pode ser encontrado em sebos ou no Mercado Livre.

Hipe I
Aqui minha cópia de Hipe!

 

 

 

 

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